This Is It seria uma série de 50 concertos que teria início em 13 de Julho de 2009, na O2 Arena, em Londres. Os shows seriam suas primeiras aparições significantes desde a bem-sucedida HIStory World Tour de 1996/1997, já que em 2001, ano de lançamento de seu mais recente álbum de inéditas, não foi realizada uma turnê para a promoção deste álbum, apenas 2 concertos foram realizados na cidade de Nova Iorque para a comemoração de seus 30 anos de carreira. Os 750 mil ingressos para esses concertos esgotaram apenas 5 horas após o início das vendas.
Todos os ensaios para a turnê foram filmados em alta definição: são mais de 100 horas de vídeos que deram origem a um filme/documentário, intitulado This Is It. O filme foi produzido pela Columbia Pictures, dirigido por Kenny Ortega e teve lançamento mundial de 28 de outubro a 30 do mesmo mês.
Para acompanhar este filme a Sony lançou uma coletânea que foi sua trilha sonora. Nesta coletânea se encontrarão todas as músicas que Jackson estava ensaiando para a turnê na mesma sequencia que apareceram no filme. Também houve a primeira música lançada depois de sua morte e versões nunca lançadas de algumas músicas, além de um poema que Jackson gravou para o álbum Dangerous lançado em 1991.
A US Weekly recuperou as imagens de um comercial da Pepsi de janeiro de 1984, quando o cabelo de Michael Jackson pegou fogo durante a apresentação. O astro continuou dançando normalmente por alguns segundos, até que percebeu que seu cabelo tinha sido atingido pela pirotecnia.
Jackson sofreu queimaduras graves de terceiro grau, e foi encaminhado ao hospital imediatamente após o acidente – embora tenha tido tempo para dar uma pausa e avisar ao público que tudo estava bem.
Foi a partir deste episódio que o astro começou a abusar do uso de morfina e outros analgésicos poderosos, que, segundo laudo médico divulgado após a morte de Jackson, podem ter sido os responsáveis por sua morte prematura.
Veja abaixo o vídeo que registra o momento do acidente:
Diagnosticado com câncer de pele no início de 2009, Michael Jackson teria sido acometido por vitiligo no início da década de 1990. Desde o diagnóstico, não confirmado oficialmente até sua morte, aos 50 anos, Michael mudou drasticamente de tom de pele, apresentando coloração rosada que nada lembra sua cor de nascença.
Segundo o dermatologista Celso Lopes, especialista em vitiligo, da Universidade Federal de São Paulo, Unifesp, em casos graves, a doença pode se alastrar em até 85% do corpo, despigmentando a pele do paciente. “Nesses casos, o procedimento mais comum é clarear as áreas ainda pigmentadas, em vez de tentar recuperar a coloração de uma área tão grande.”
A dermatologista Fabiana Simões Pietro, professora da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, afirma que vitiligo é uma doença comum. “Uma em cada cem pessoas é acometida por ela”, diz. Acompanhe as declarações dos especialistas e compreenda melhor essa doença de pele.
O que é vitiligo?
Trata-se de uma doença autoimune, ou seja, que acontece quando o organismo deixa de reconhecer certas células do corpo, criando anticorpos para atacá-las. “No caso do vitiligo, os alvos são os melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina que pigmenta a pele”, afirma Celso. É uma doença hereditária?
Não. “Ela é uma doença genética e não hereditária”, afirma Fabiana. “O que significa que o gene da doença será passado de pai para filho, mas se manifestará apenas em quem tiver pré-disposição.”
Nessa equação somam-se fatores ambientais e constitucionais, entre outras possibilidades. “Assim como as demais doenças autoimunes, ela pode ser desencadeada por uma infinidade dos fatores.” Além do componente genético, o aumento dos radicais livres no organismo, também pode alterar as células responsáveis pela produção da melanina.
Fatores emocionais podem influenciar no desenvolvimento da doença?
Ainda não há estudos que comprovem essa teoria. De todo modo, especialistas acreditam que seja possível haver ligação entre traumas severos e o aumento da pré-disposição para desenvolver o vitiligo. Filho de um pai abusivo e sob constante pressão, Michael unia os requisitos para que o quadro se instalasse.
O vitiligo é capaz de se espalhar pelo corpo todo?
Em casos severos a doença pode ocupar até 85% do corpo. “Nesses casos, é mais razoável focar na alteração de cor das partes preservadas do que tentar recuperar a coloração de uma área tão grande. Segundo Celso, esse seria um procedimento comum. “É uma questão estética”, diz. “Muitos paciente recorrem a tratamentos dessa natureza para uniformizar a cor da pele.”
Quais são os tratamentos?
Entre a gama de opções para sanar a doença, estão o uso de substâncias a base de corticóide. “Ela diminui o processo de lesão causado pela ação do anticorpo sobre a melanina”, diz Fabiana. O medicamento pode ser oral, injetável ou tópico, fórmula mais comum. “Procedimentos como fototerapia e laser podem auxiliar a célula a produzir mais melanina”, afirma a especialista.
No início do ano, foi especulado que Michael estaria com câncer de pele. Esse tipo de enfermidade poderia ter relação com o possível diagnóstico de vitiligo?
Pacientes que sofrem com vitiligo perdem parte da proteção natural da pele - função da melanina -, e ficam mais expostas aos rádios ultravioletas. “Sendo assim, crescem as chances de pessoas com esse quadro clínico desenvolverem câncer de pele”, afirma Celso.
Michael Jackson, considerado o Rei do Pop, morreu na tarde desta quinta-feira (25) após sofrer parada cardíaca e ser levado às pressas para o hospital UCLA Medical Center, em Los Angeles. O cantor de 50 anos não estava respirando quando os paramédicos chegaram à sua casa e deu entrada no hospital em estado de coma. A morte de Jackson foi confirmada pelo porta-voz do Instituto Médico Legal de Los Angeles, Fred Corral, em entrevista à rede de TV CNN pouco antes das 20h30, horário de Brasília. Posso dizer neste momento que fomos informados por investigadores do Departamento de Polícia de Los Angeles Oeste que Jackson foi levado (...) para o hospital. Ao dar entrada, estava sem os sinais vitais e foi declarado morto por volta das 14h26 esta tarde [18h26, horário de Brasília]", declarou Corral à CNN.
Antes, o site do jornal "New York Times" publicou que uma autoridade da cidade de Los Angeles "afirmou que ele morreu à 1h07 PM, horário do Pacífico [17h07, Brasília]".
Segundo o porta-voz do IML, uma autópsia "provavelmente" será realizada na sexta-feira. Ele preferiu não especular sobre a causa da morte, que será investigada pela polícia de Los Angeles.
Fãs de Michael Jackson choram na porta de hospital (Foto: Reuters/Mario Anzuoni )
"As coisas ainda estão acontecendo. Estamos nos comunicando com o hospital para transportar Jackson para nossas instalações, onde ele será examinado para determinarmos a causa da morte", acrescentou. "Até onde eu sei, fomos informados por investigadores da polícia de Los Angeles que Jackson foi levado pelos paramédicos para o hospital com uma parada cardíaca severa, e que depois foi declarado morto".
A rede de televisão Fox News afirmou que uma entrevista coletiva será realizada em breve no hospital. Em declaração pública no hospital a que Michael Jackson foi levado, em Los Angeles, o irmão do cantor Jermaine Jackson, disse que uma equipe de médicos do Centro Médico UCLA passou uma hora tentando ressucitar o rei do pop.
Jermaine confirmou que os bombeiros encontraram Jackson com uma parada cardíaca, mas disse que ainda não se sabe o que causou isso. "A causa da sua morte só vai ser determinada após uma autópsia", disse. "Nossa família pede que a mídia respeite nossa privacidade nesse momento difícil."
O porta-voz do corpo de bombeiros de Los Angeles, Devin Gales, disse que os paramédicos atenderam a um chamado feito no endereço do cantor às 12h21 locais.
Procurado pelo site especializado em celebridades "E! Online", o pai do astro, Joe Jackson, disse que ele teve uma parada cardíaca. "Ele não está bem", afirmou. "A mãe dele está indo para o hospital neste momento para vê-lo. Não tenho certeza do que aconteceu. Estou esperando uma resposta deles."
Michael Jackson, que completou 50 anos em agosto de 2008, anunciou em maio o adiamento de alguns dos shows de uma extensa temporada que ele faria em Londres neste ano.
A noite de abertura na O2 Arena, marcada inicialmente para o dia 8 de julho, foi remarcada para o dia 13 do mesmo mês, segundo os produtores. Além disso, algumas apresentações foram transferidas para 2010.
O adiamento das datas aumentou as especulações de que Jackson estaria sofrendo de problemas de saúde.
Em declarações à CNN, Brian Oxman, advogado e amigo da família, explicou que Michael, enquanto se preparava para o show que tinha previsto fazer no próximo dia 13 em Londres, tomava remédios para tratar de lesões em uma vértebra e em uma perna depois de uma queda no palco.
Ele disse que alertou as pessoas próximas ao cantor para as possíveis consequências da medicação, que inclusive representou um obstáculo para os ensaios.
Michael Jackson esteve no Brasil em 1993 durante a turnê do álbum "Dangerous". O astro se apresentou para 65 mil pessoas no estádio do Morumbi, em São Paulo, em um show programado para durar 2h20, mas que foi encerrado pouco antes de duas horas de apresentação. Contrariando as expectativas, ele não retornou ao palco para o bis.
Alguns anos mais tarde, o cantor retornou ao país para gravar o clipe de "They don't care about us", música incluída no álbum "HIStory: Past, present and future – Book I". O vídeo foi rodado no morro da Dona Marta, no Rio de Janeiro, e no Pelourinho, em Salvador. O grupo baiano Olodum fez uma participação. Procurado pelo G1, o presidente do Olodum lamentou a morte de Michael Jackson.
A excentricidade, o desequilíbrio emocional e as constantes polêmicas em que se envolvia tornavam Michael Jackson cada vez mais recluso e “desantenado” com o mundo. Com isso ele passou a ignorar a realidade de seu mercado e de seu público. Gostando ou não do Michael, ele foi o maior empreendedor de todos os tempos no mundo do entretenimento. Dá para aprender muita coisa e levar para o colocar em prática na sua empresa.
• Sucesso no passado não garante sucesso no futuro
Embora o álbum Thrillertenha sido o grande sucesso da carreira de Michael Jackson, talvez também tenha sido motivo de muitos dissabores devido à importância que esse disco ocupou no mundo do entretenimento.
Jackson praticamente passou o restante de sua carreira tentando “bater-se” a si mesmo, gastando verdadeiras fortunas produzindo discos e vídeos que pudessem ter a mesma repercussão.
• Excesso de perfeição e adiamento de projetos Perfeccionista ao extremo,
Michaeladiava por anos o lançamento de novos projetos. Isso causava uma espécie de bola-de-neve em suas dívidas. As pressões que o cercaram após o sucesso de Thrillere as cobranças que se impunha fizeram-no compor 50 canções para escolher apenas 11, que entraram no disco Bad (1987).
Em 2000, Michael voltou aos estúdios com 100 composições inéditas para escolher 16 que entrariam em Invincible (2001).
• Não calcular riscos e gastar mais do que se ganha As extravagâncias e o perfeccionismo de Michael lhe custaram, realmente, muito caro.
Embora tenha tido muitos acertos, inclusive criado referências no mercado musical, ele não media custos, nem calculava seus riscos. Em Invincible (2001), seu último disco lançado em vida, Jackson gastou US$ 30 milhões. Considerado um dos álbuns mais caros da história, foram comercializados apenas 10 milhões de cópias.
Michael Jackson, 50 anos, teve uma vida marcada por polêmicas. Várias notícias envolvendo o astro da música pop ganharam os jornais pelo mundo. Polêmicas com o pai
O começo de vida foi difícil. Contra sua vontade, Michael Jackson era obrigado a fazer várias tarefas do gosto de seu pai, Joseph. A fama veio cedo. Aos 13 anos, ele era ídolo cantando pelos Jackson Five, banda que formou com seus irmãos.
Seu pai costumava pressionar os garotos. Joseph era acusado de espancar as crianças e frequentemente fazer pressão psicológica para mantê-las sob seu controle.
Michael chegou a dizer em entrevista que, quando criança, vomitava só de ver o pai. Vitiligo e aparência
Michael Jackson viu o vitiligo mudar agressivamente sua aparência, já que a doença fez com que sua pele ficasse branca. Por conta disso, o cantor sofreu diversas acusações de ter recorrido a uma operação para a mudança de visual.
Ele teria retirado parte do nariz em uma cirurgia plástica. Foi noticiado também que Michael não dormia em uma cama comum, mas em uma câmara que retardava seu envelhecimento. Primeiro caso de Pedofilia
Em 1993, Jordan Chandler, 13 anos, acusou Michael Jackson de abuso sexual. A família do garoto e seus representantes fizeram um acordo de US$ 22 milhões com o cantor. A imagem dele, no entanto, foi abalada. Casamento com Lisa Marie Presley
Michael e Lisa Marie Presley, filha de Elvis Presley, se casaram em 1994. O relacionamento foi visto pela mídia como uma maneira de tentar amenizar as acusações de pedofilia.
Para acabar com as desconfianças, em uma edição do MTV Video Music Awards, eles deram um efusivo beijo enquanto estavam no palco. Prince Michael II exposto na janela Michael foi bastante criticado em 2002 por segurar seu filho Prince Michael II em uma janela de hotel, sem nenhuma segurança. Ele queria mostrar a criança para seus fãs, que estavam na rua. Revelações em um documentário
Em 2003, em um documentário da BBC, Michael mostrou sua casa e disse que não via nada estranho em deitar-se em uma mesma cama com crianças. Como resultado às suas palavras, o cantor teve problemas com a Justiça. Pedofilia volta à vida de Michael Jackson
Em 2003, Michael voltou a ser acusado de abusar de uma criança. No entanto, testemunhas disseram que o cantor não havia feito nada com o menino. Em um longo processo, que foi realizado ao longo de 2005, ele foi absolvido por falta de provas.
O rei do pop sofreu grandes crises de saúde ao longo do julgamento. Ele até perdeu bastante peso por preocupações. Problemas financeiros
Michael Jackson ganhou muito dinheiro no começo dos anos 90. Porém, em 2000, tinha dívidas acumuladas em US$ 24,5 milhões. Seu rancho, Neverland, foi fotografado às traças.
O mesmo local, mais tarde, seria colocado à venda para saldar dívidas do cantor.
Michael Jackson fez contribuições para dezenas de casas de caridade, além de promover outras inúmeras ações sociais.
Em 1985, ele foi o principal responsável pela megacampanha USA for África, com a música-tema We Are the World, composta em parceria com Lionel Ritchie. Estima-se que somente esta ação tenha gerado quase 50 milhões de dólares para a causa. Em 2001, Michael Jackson ganhou do Guinness Book o título de artista que mais contribuiu com obras de caridade em toda a história
O compositor sabia muito bem como usar algumas ferramentas de marketing. Era notável sua capacidade de criar marcas. Como Elvis Presley já era “O Rei do Rock”, Jackson batizou-se de “O Rei do Pop”. Além disso, ele soube criar outras referências junto aos fãs, como o passo moonwalk, a luva branca em apenas uma das mãos, as roupas e etc;
Em 1982, Thrillerchegou às lojas vendendo 1 milhão de cópias por semana. Foram 140 discos de ouro e platina, e mais de 100 milhões de cópias vendidas. O clipe também impulsionou as vendas. Faltando três semanas para o Natal de 1983, ele lançou o vídeo de Thriller -
seu projeto mais ambicioso. O clipe se tornou referência máxima do gênero e um dos pilares da cultura pop, além de ajudar a popularizar a MTV.
Clássico [do latim classicu]. Cujo valor foi posto à prova do tempo”. Na opinião de admiradores e entendidos do assunto, este é o adjetivo mais adequado para se referir a Thriller – o álbum que ajudou Michael Jackson a conquistar a coroa de Rei do Pop, acaba de completar 25 anos.
Como comemoração, uma edição de aniversário acaba de ser lançada no mundo todo. São sete canções a mais: seis remixes assinados por Kanye West, Akon, Fergie e Will.i.am e uma faixa inédita retirada das sessões de gravação de origem. Os clipes Thriller, Beat It e Billie Jean estarão em um DVD bônus.
O exemplar do professor Ricardo Carvalho, admirador do artista desde a época dos Jackson Five, já está encomendado. “Thriller é como a Mona Lisa, ou a Santa Ceia: um patrimônio da cultura universal”, elogia o fã, que tem nada menos que oito exemplares do disco, fruto de aquisições e presentes de amigos. Números – Thriller é nada menos que o álbum mais vendido de todos os tempos. Não existe uma contagem mundial oficial, mas a edição 2008 do livro Guiness dos recordes contabiliza 55 milhões de cópias vendidas – cifra astronômica para os dias atuais, em que a internet colocou no bolso a indústria fonográfica.
A quantidade de discos comercializados não é o único dado que impressiona. Thriller passou 80 semanas no Top 10 dos Estados Unidos, dentre as quais, 37 (não-consecutivas) no primeiro lugar. Foi certificado 27 vezes com o disco de platina (o que equivale a 27 milhões de exemplares), nos EUA, e é o único álbum a ser o mais vendido em dois anos consecutivos (1983 e 1984).
Também foi disco de platina ou diamante em 16 países, dentre eles o Reino Unido, a França e o Japão. De suas nove faixas, sete foram lançadas em single. Em fevereiro de 1984, Michael Jackson bateu mais um recorde ao receber 12 indicações para o Grammy Awards, levando oito deles para casa: sete por Thriller e um pelo audiobook do filme E.T.
Em sua prática como DJ, Mauro Telefunksoul levanta um novo recorde para o álbum: “É praticamente impossível retirar, de um mesmo disco, tantas músicas para um set”, explica, referindo-se ao repertório que os DJs utilizam para animar uma festa. “Neste, há pelo menos cinco músicas que o pessoal vibra só de ouvir os primeiros acordes”, revela. “Mas já?!“ – DJ do Núcleo Pragatecno e da banda Negra Cor, Mauro Telefunksoul confessa que não estava atento para o aniversário do álbum. Mas atribui isso à qualidade do referido disco. “Quando foi produzido, não havia nenhum dos recursos tecnológicos de gravação que temos hoje, não tinha computador, era tudo analógico. E o cara faz um disco que parece que foi gravado ontem”, elogia o artista.
Sexto álbum-solo de Jackson, Thriller pode ser considerado a obra que colaborou com a mudança de status da black music. Soul, funk e pop mesclam-se aos sons sintéticos típicos dos anos 80. Nomes como o ex-beatle Paul McCartney e o guitarrista Eddie Van Halen participaram do álbum, o segundo do artista produzido por Quincy Jones. Também saiu de uma das músicas do álbum – Billie Jean – o “moonwalk” (algo como “andar na lua”) – aquele passo deslizante que virou febre em todo o mundo. Zumbis – O clip produzido para a música-título é um capítulo à parte. Com direção de John Landis e maquiagem de Rick Baker (os mesmos do filme Um Lobisomem Americano em Londres), tem inacreditáveis (para os padrões de hoje) 14 minutos e custou US$ 800 mil. Foi lançado na recém-nascida MTV, um ano depois do lançamento do álbum, e faturou logo de cara o prêmio de Melhor Coreografia da MTV, em 1984.
A história da moça que vê o namorado juntar-se a um monte de zumbis que querem atacá-la em um cemitério é uma das mais conhecidas citações da cultura pop.
Thriller é visto em clipes de bandas como a Gorillaz e em desenhos animados como Os Simpsons. Na internet, o clipe ganhou novas versões (a indiana é uma das mais badaladas). Pelo jeito, os zumbis não são apenas imortais: são, também, multimídia.
Graças ao sucesso na carreira solo, libertando-se de anos de maus-tratos e humilhações, em 1983 Michael demite seu empresário, o próprio pai. No especial para a TV sobre os 25 anos da gravadora Motown, Jackson exige cantar uma música própria — diferentemente dos demais convidados, que relembraram antigos sucessos da gravadora — e ao som de Billie Jean, Michael surpreendeu o público e o mundo com o passo moonwalk.
Em várias ocasiões, Jacksoninvestiu seu próprio dinheiro para bancar suas ideias — algumas eram tão ousadas que assustavam sua gravadora.
Michael e os irmãos foram vítimas de um pai violento que os explorou.
Os nove filhos de Katherine e Joseph Jackson nascem e passam os primeiros anos em Gary, Indiana, numa casa com apenas dois quartos, onde vivem trancados, enquanto o pai, que quisera ser guitarrista, trabalha até tarde numa siderurgia. Será na guitarra do pai que, às escondidas, os vários irmãos desenvolvem o seu talento musical. Quando se apercebe da vocação dos filhos, Joseph decide fazer dinheiro com ela, mudando-se com a família para a Califórnia.
Nascido a 29 de Agosto de 1958, Michael tem apenas cinco anos quando se junta aos irmãos mais velhos - Jackie, Tito e Jermaine - num grupo chamado The Jackson Brothers, no qual toca e dança, e oito quando se torna o vocalista principal dos The Jackson Five (que incluem também o irmão Marlon Randy).
Graças a Michael, a banda de meninos-prodígio rapidamente dá que falar. Em 1968, assinam contrato com uma das mais importantes editoras discográficas da época, a Motown, e no ano seguinte lançam o primeiro disco, do qual saem quatro hits, entre os quais I Want You Back, que permanece dez semanas no primeiro lugar dos tops de vendas, tornando o grupo mundialmente famoso.
Em 1971 Michael grava pela primeira vez a solo, mas permanecerá ligado à banda familiar mesmo após o seu primeiro álbum depois de adulto, Off the Wall, vender 20 milhões de cópias.
Este sucesso, no entanto, custou caro aos irmãos Jackson, que sofreram constantes abusos do pai. Joseph mantinha as crianças controladas com braço de ferro, maltratando-as física e psicologicamente e não as deixando ter uma verdadeira infância.